No meu sketchbook: linhas, curvas, preto e branco

Não é novidade pra quem me acompanha por aqui, pelo twitter ou pelo instagram que rabisco compulsivamente nos meus sketchbooks. Muito além de me manter desenhando constantemente, eles servem como um registro do meu dia-a-dia e são uma forma de aprendizado. É engraçado ver como meus cadernos vão ganhando temas conforme vou desenhando neles. Sinto isso de forma mais intensa nos meus sketchbooks de arquitetura, mas nos de ilustração que eu chamo de ~freestyle~ isso também acontece com frequência.

Nos meus dois últimos sketchbooks, pela falta de tempo e talvez por uma espécie de pesquisa inconsciente, vi que um novo padrão estava surgindo nos meus desenhos: a ideia de brincar com os limites em desenhos em preto e branco. Se liga.

Preguiça de comentar cada foto de novo. Se quiser ver grande, clica na imagem ;D

E você, é um adepto dos sketchbooks? O que anda acontecendo no seu? Conta pra mim aqui nos comentários!

#MarchOfRobots 2015

Durante o mês de março participei do desafio #MarchOfRobts no instagram, onde a ideia era postar a cada dia um desenho de um robô diferente. Foi super divertido participar disso interagindo com outros artistas no instagram e vou mostrar aqui pra vocês.

A brincadeira zerou um sketchbook e chegou na metade de outro e, como eu sou preguiçoso, vou colocar uma imagem-resumo ao invés de comentar foto por foto, até porque eu sei que vocês não iam ler.

#MarchOfRobots do Dia 1 ao dia 31. Pra ver todos os desenhos em tamanho grande, clique na imagem.

 

O mais bacana foi ver como eu fui me “libertando” das referências conforme ia avançando no desafio. Comecei desenhando robôs que eu já conhecia e depois comecei a soltar a mão inventando os meus próprios.

Diz aí, o que achou da brincadeira? Tem alguma tag legal relacionada a desenhos pra me indicar? Conta aqui embaixo nos comentários!

Pensamentos Pensantes #20

É sexta-feira, você com certeza não está na night nem contribuindo para o avanço da ciência. Então desce essa tela aí que tem mais uma seleção de aleatoriedades compiladas aqui no Insanidade Artificial. Chega mais!

1) Dei o lugar no ônibus achando que era grávida mas era só gorda mesmo. Quem nunca né?

2) Só eu que acho a risada do Jabba, the Hutt parecida com a do Catra?

3) Mostrei Doctor Who, Star Trek, Senhor dos Anéis e Star Wars pra minha irmã mais nova. Meu trabalho educando essa criança está concluído. Posso morrer em paz sabendo que pelo menos uma das minhas irmãs está seguindo o lado nerd da força.

4) Eu duvido vocês falarem Raxacoricofallapatorius três vezes sem errar.

5) As pessoas tem que discutir política?

-Sim.

As pessoas tem que aprender que discutir política vai muito além de “Vai pra Miami, coxinha” e “Volta pra Cuba, enroladinho”?

-Com certeza. O mais depressa possível.

As pessoas tem que fazer isso no Facebook?

-Sei lá. Particularmente eu gostava bem mais da época em que só se via 9gag e vídeos de gatos por lá.

6) Uma das muitas desvantagens desse negócio de ser adulto é ter que conversar com os robôs das empresas por telefone pra resolver seus problemas.  Continuar lendo

Por onde andei em: abril/2015

Entrei nesse site e tive que tapar o nariz pra não espirrar com tanta poeira. Enfim, sem querer enganar vocês, ando trabalhando/estudando pra caramba e atualizar isso aqui anda difícil, mas vocês me conhecem bem(ou não) e eu demoro um bocado, mas não deixo de postar nesse blog. Aproveitei o feriado sem muita coisa pra estudar e decidi atualizar isso aqui.

Vi esse post no blog da Aline Aimée e esse outro no blog da Leticce e pensei queum bom jeito de manter o blog atualizado seria contar pra vocês o que eu ando vendo/lendo/ouvindo/acessando por aí. Afinal, nem só de histórias fantásticas vive um blog, não é mesmo? Embora eu tenha um monte delas pra contar por aqui. Mas deixa eu contar pra vocês o que eu ando:

Assistindo…

Doctor Who (2005) – A série moderna voltou a ser exibida na TV Cultura e, tirando o fato de a dublagem deixar um pouquinho a desejar, é sempre bom ver o Doutor e seus amigos em suas aventuras pelo tempo e espaço, ainda mais acompanhado das minhas irmãs depois de um dia puxado de trabalho. Continuar lendo

Para além do homem médio

“A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz.” E se não houver luz, o que sobra? Como experienciar a arquitetura sem um dos sentidos mais privilegiados pelos arquitetos que seguem esse princípio?

De repente, tudo o que eu parecia saber sobre o prédio que frequento todos os dias desapareceu. Ainda tinha a imagem mental da edificação, mas a forma como a percebia, os olhos, foram tirados de mim por alguns instantes e isso foi o suficiente para me desnortear por completo. Na ausência da visão, meu corpo tentou preencher a lacuna deixada com outros sentidos, o equilíbrio, o tato e a audição confundiam-se em uma coisa só para me auxiliar em um percurso simples mas que tornou-se incrivelmente difícil. A cada passo, havia a possibilidade de uma armadilha adiante. Pavimentos irregulares e desníveis inesperados nos primeiros minutos, fizeram com que eu diminuísse a velocidade do meu andar natural no restante do caminho. Nesse caminhar vagaroso, as distâncias pareciam absurdamente maiores e Continuar lendo

Tag: minha história em dez músicas

Vi essa tag no blog da Sybylla, achei o máximo, descobri que ela começou no blog da linda e maravilhosa Bruna Vieira e decidi responder contando pra vocês dez músicas que resumem minha vida. Essa foi uma tarefa muito difícil porque escuto música quase 24/7 e pra muitas situações não consegui encontrar a música ideal, ficando na dúvida entre duas(ou cinco) mas vamos parar de enrolação e começar logo. Continuar lendo

A grande serpente de metal Jape-ri

Contam os antigos que há muito tempo um governante de nossa cidade pagou grande quantia em ouro para trazer de terras distantes uma enorme serpente de metal. O governante deu à serpente o nome de Jape-ri e, no início servia apenas ao seu divertimento e de sua corte mas, com o tempo, ele viu o potencial que a besta possuía e ordenou a construção de caminhos para que ela pudesse cruzar todo o território sob seu domínio.

A serpente passou então a transportar as almas dos trabalhadores cansados de uma ponta a outra da cidade e, não bastasse a essas pobres almas o horror de serem engolidas pelo monstro, a agonia ainda era ainda maior dentro dele. Misturados entre as almas dos trabalhadores haviam os encoxadores, demônios que se aproveitavam da superlotação do interior da fera para abusar das almas femininas. Além disso, haviam os arautos do inferno, almas que portavam terríveis dispositivos sonoros que reproduziam uma batida pulsante repetida ad eternum, com um único acorde e letras sem sentido que atormentavam as almas trabalhadoras que só queriam silêncio.

O terrível monstro com seus horrores em suas entranhas cuspia as almas dos trabalhadores em diversos pontos da cidade, sempre mais cansados do que quando entraram e, com o sucesso da besta Jape-ri em oprimir o povo e impedir-lhe a revolta, o governante mandou construir mais caminhos com o intuito de trazer outras serpentes que abrangeriam mais pontos da cidade e deu-lhes o nome de Belford, o Roxo; Saracu-runa e Santacruz.

Até hoje as grandes serpentes afligem o povo e para presenciar seu horror é necessário apenas visitar a grande torre que abriga um relógio conhecida como Central do Brasil.