Eu, você, dois incêndios e uma dentadura

É engraçado como o ser humano(leia-se: Eu, me colocando na arrogante posição de representante de toda a raça humana) nunca está satisfeito com nada. Isso pode ser bom por você estar sempre impondo a si mesmo novas metas a alcançar ou ruim por você sempre viver reclamando da vida seja sozinho ou na internet(que também é reclamar sozinho mas com a possibilidade de ganhar uns likes/retweets no processo). Mas não é sobre problemas do mundo atual que eu vim falar hoje.

Tava pensando em como eu sinto falta do ramal Japeri dos trens da Supervia. Ele era realmente muito bom e eu não dava seu devido valor.  Sempre tinha alguma coisa interessante acontecendo pra me distrair, todo aquele contato humano, gente bonita e o mais importante de tudo eu estava muito mais seguro do que eu estou hoje andando de ônibus. Você deve estar pensando que o calor do verão carioca torrou meus miolos(e você pode estar certo) mas eu tenho uma boa explicação pra isso. Nos últimos seis meses andando no maravilhoso 420T (aquele mesmo onde eu já apanhei e fiz um tour pelo Rio), ele quebrou tantas vezes que já virou até piada na rodovia Presidente Dutra, todo mundo passa e pergunta se já quebrou algum naquele dia e, se não bastasse isso, eu quase morri queimado duas vezes.
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Não olha pro lado(porque autistar sempre te complica)

Compartilho com a Gabriela Ventura (minha blogger favorita do momento), a ideia de que vou morrer por causa da minha distração. Uma guerra mundial vai acontecer e eu vou morrer com uma granada na cabeça por estar olhando fixamente para um ladrilho laranja na calçada na hora. Isso de prestar atenção em coisas aleatórias já me rendeu alguns problemas: até hoje acham que eu sou deficiente mental por causa disso(já contei essa história aqui). Hoje não foi diferente. Continuar lendo

The Voice: Nilópolis

Não sei se existem estudos sobre o assunto, mas andar de ônibus é uma experiência antropológica das mais enriquecedoras: todos os tipos de pessoas e situações cabem nesse veículo.Hoje, no maravilhoso 420 T Barra-Nilópolis, onde já apanhei e  já  fiz um tour pelo Rio de Janeiro, tive uma dessas experiências.

Entrei no ônibus e, como de costume, fui à caça do meu lugar pra sentar, que encontrei ao lado de uma senhora vestida de preto. Sentei, coloquei meus fones de ouvido e, antes do fim da primeira música, Continuar lendo

19ª temporada, episódio 1

Acho que já falei aqui e no twitter que acredito numa teoria da conspiração inventada por mim de que minha vida está sendo televisionada em algum lugar. Hoje tive mais uma prova disso.

No ônibus indo pra faculdade(o maravilhoso 420T, onde já apanhei por ser bem educado), estava ouvindo música e pensando no meu projeto na paz de Odin quando uma senhora que parecia a Vovozona parecer pequena entra no ônibus. Fiquei pensando “cara, ela vai ocupar dois lugares aqui” e, pra minha surpresa, ela decide sentar do meu lado.

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O trem, o bêbado e o estilete

Tem coisas que só tem graça depois que acontecem não é? E tem coisas que só tem graça quando acontecem com os outros. O causo que vou contar pra vocês hoje teria sido hilário se não tivesse acontecido comigo.

Na semana anterior ao carnaval, voltava pra casa no maravilhoso trem com destino a Japeri, onde acontecem minhas maiores aventuras. A viagem seguia naquela paz que só o trem lotado proporciona quando vejo algo que viria a perturbar o equilíbrio. Continuar lendo

Não olha pro lado quem tá passando é o ônibus(ou: porque hoje eu odeio segunda)

Nunca entendi o porquê de as pessoas odiarem tanto a segunda-feira. Quer dizer, até hoje.

Hoje foi um daqueles dias que deu errado desde o começo. Começou com a minha mãe dizendo que não tinha bicicleta pra eu ir até o ponto, então tive que ir andando. Além disso, não tinha almoço também, então eu teria que comprar alguma coisa pra comer e eu odeio comer na rua pelo simples e infantil motivo de não ser a comida da minha mãe. No almoço, a comida no restaurante de onde eu estagio tinha acabado então fui forçado a comer um salgado cuja data não poderia ser determinada nem usando carbono 14. E, na volta pra casa, tive a deliciosa sensação de ter uma axila suada na minha cara.

Mas a aventura de hoje se passa na manhã, depois de descobrir que não tinha bicicleta e antes de comer o salgado fossilizado. Continuar lendo