Pequena divagação sobre a lua, a janela e a prancheta.

Com a cabeça doendo de tanto trabalho e horas na tela do computador, alguém me avisa por meio de um status que a lua está linda no céu. Viro o pescoço pra poder olhar por cima da tela. E não é que estava linda mesmo? Será que posso criar uma única janela pra enquadrar essa lua no meu projeto? Será que os hipotéticos ocupantes da residência estudantil que desenho um dia também farão uma pequena pausa no trabalho para admirar a lua por uns instantes? Será que posso utilizar como justificativa para um partido arquitetônico o enquadramento da lua que hoje brilha no céu? Somente as muitas luas que me seguirão até terminar esse projeto me darão a resposta.

Encontrei esse texto que publiquei há mais de um ano atrás no meu facebook. Hoje a situação é um pouco diferente: não vejo a lua, estou longe da janela e meu único contato com o mundo é através desses pixels que se embaralham à minha frente, mas ainda quero criar espaços em que as pessoas possam olhar umas para as outras, olhar a lua, olhar para o que elas quiserem e, pra isso , preciso me trancar aqui, longe disso tudo. Não é um pouco ilógico que, para criar espaços únicos e originais, eu tenha que me privar de conhecer o novo, ficando restrito ao claustro de uma prancheta? Sei que é só uma fase, que logo isso acaba mas não me parece sensato que, justamente aqueles que projetam os locais da convivência humana, tenham que passar tanto tempo isolados. Enfim, divaguei demais e tenho um projeto pra terminar, vou ali olhar mais uma lua e ver o que ela tem a me dizer hoje.

Pensamentos Pensantes #19

Fala cambada de eleitor revoltado com tudo das redes sociais. Vamos parar de tretar na internet por um instante e ver mais uma rodada de Doritos, Coca e aleatoriedades no Pensamentos Pensantes de hoje. Chega mais que o post é por conta da casa!

Até a Rainha da Inglaterra se amarra no Insanidade Artificial

1) How many forninhos must a man segurar before you can call him a man?

2) Nível do meu TOC: perder uma parte considerável da minha noite tentando alinhar perfeitamente imagens em uma apresentação do powerpoint.

3) GoPro: o jeito mais caro que inventaram pra tirar selfie.

4) Geração smartphone: tava na sala de espera do dentista hoje e uma criança (chata) de uns seis anos apertou freneticamente um ícone impresso numa revista e, Continuar lendo

Vestido amarelo

E lá estava eu, com uma das garotas mais bonitas que conheço de pé ao meu lado, sem conseguir dizer uma palavra.

Não que eu tivesse alguma coisa pra falar, quer dizer, fazia um calor brutal típico do Rio de Janeiro,eu segurava sua bolsa e todo possível small talk de ônibus sem ar condicionado em engarrafamento já tinha se esgotado. Restava o sol nas nossas caras, um Neil Young procurando pelo seu coração de ouro só com um dos lados do fone(o outro esperava eu começar a conversa), a mochila dela sobre minhas pernas e ela ali, em pé, na minha frente, num lindo vestido amarelo e completamente calada. Continuar lendo

Thought

Yesterday I found her in a random way in a corridor. It’s funny how we rarely meet each other even being inside the same building everyday. “Great modernist junk” she said. Everytime we met, maybe due to the low frequency we do, we talk about nothing and everything at the same time for long moments.

We talked about our classes and I rememberrd when we used to be together all week long.

We talked about London and I wish I could take her by the hand and run through the world.

We talked about ballet and I planned a way to play all the songs I wrote for her on the piano since we first met.

We talked about getting old and I could only think about get old by her side.

We talked about how empty some people are and I realized how she fills me completely with a simple conversation.

But it doesn’t matter. She will never read this. She will never know it because I just thought.