Thought

Yesterday I found her in a random way in a corridor. It’s funny how we rarely meet each other even being inside the same building everyday. “Great modernist junk” she said. Everytime we met, maybe due to the low frequency we do, we talk about nothing and everything at the same time for long moments.

We talked about our classes and I rememberrd when we used to be together all week long.

We talked about London and I wish I could take her by the hand and run through the world.

We talked about ballet and I planned a way to play all the songs I wrote for her on the piano since we first met.

We talked about getting old and I could only think about get old by her side.

We talked about how empty some people are and I realized how she fills me completely with a simple conversation.

But it doesn’t matter. She will never read this. She will never know it because I just thought.

WiFi, São Jorge e velhinhas

Concordo com a Gabriela Ventura, quando ela diz que o convívio com pessoas na vida real é overrated e a internet móvel pode te salvar disso. E antes de você começar a dizer que baseio minha visão de vida em gente da internet, olhe seu feed do Facebook pra ver se você não é influenciado por Portas dos Fundos e Felipes Netos(esse aí ainda existe?) da vida.
Enfim, sou viciado em internet, você também e até minha vó entrou nesse crack(sério). E acho que toda sala de espera deveria ser equipada com WiFi pra proteger a gente de freetalkers e situações constrangedoras como a que
passei esses dias.

Estava na sala de espera do consultório da minha dentista aqui em Mesquita em situação de pleno desespero para um viciado em tecnologia: não tinha WiFi na sala, meu 3g não funcionava direito(maldita Oi), não tinha fones de ouvido e tinha deixado meu sketchbook de bolso em casa, ou seja, estava totalmente vulnerável a qualquer senhora carente de atenção freetalker que viesse a se sentar ao meu lado. Mas isso não aconteceu, o que se sucedeu foi algo pior do que conversar sobre o tempo.

Antes disso, uma pequena descrição arquitetônica da sala de espera, um pequeno cubículo de 2,00m por 2,00 com 8 cadeiras daquelas com assento de couro, dispostas em L em duas paredes, a terceira parede tem uma pequena mesa para crianças desenharem e uma TV pequena pendurada próxima ao teto, inacessível até para um braquiossauro assistir às maravilhas da televisão brasileira às duas da tarde, o que significava que eu estava desconfortavelmente próximo a todo mundo nesse espaço. Estava sentada do lado de duas senhoras de aparentes cinquenta anos que, na impossibilidade de verem a novela do Vale a Pena Ver de Novo, começaram a conversar sobre coisas que gente velha sem assunto comenta. Eu, em parte tentando entender por que diabos um macaco pintava quadros na televisão, em parte, tentando acompanhar o que se passava à minha volta, comecei a ouvir o que elas falavam e, no meio de dicas de limpeza e reclamações sobre o comportamento dos fios, uma delas diz:

“Meu filho diz que eu tô muita velha pra tatuagem, eu acho que não.”

A outra diz:
“Tem isso não, você faz o que quiser da vida, não é ele que paga suas contas. Quer tatuar o quê?”

Nessa hora, a primeira senhora levanta a blusa, deixando o sutiã à mostra e apontando para as costas diz:
” Eu queria uma Nossa Senhora mas o tatuador só tinha São Jorge, então vai ser o santo guerreiro mesmo de cima a baixo aqui nas costas.”

Nesse instante eu queria arrancar meus olhos da face e, antes de me criticar por estar olhando fixamente pra cena, lembre-se das condições arquitetônicas da sala.

E ela seguiu mostrando pra mulher que acabara de conhecer suas costas e desenhando com as mãos o que tatuaria por intermináveis dez minutos. E o que eu quero dizer com isso tudo? Se eu tivesse internet, provavelmente estaria vendo gatinhos(felinos, não machos dotados de beleza) no youtube e não teria passado por isso, eu acho.

E aí, como vão vocês?

Eu vou muito bem, obrigado, seu bando de desocupados. Estou há um tempo sem dar as caras por aqui então, enquanto preparo textos pra minha meia dúzia de leitores, vou contar um pouco das novidades do primeiro semestre de 2014 de forma bem resumida.

Trabalho novo muito legal no laboratório de materiais de construção da faculdade.

Algum estresse durante as disciplinas do primeiro semestre desse ano (tô no 7º período agora, caras, vejam só). Alguns novos amigos muito bacanas.

Tô escrevendo sobre os lançamentos musicais lá no You! Me! Dancing! com uma equipe muito maneira. Você pode conferir minhas duas primeiras resenhas aqui e aqui.

O Um Desenho Novo Todo Dia está meio às moscas, mas eu vou voltar a postar lá em breve porque tô desenhando como um maníaco e postando direto lá no instagram(segue aí, flw?). E, por falar em desenho, olha só que massa, os desenhos do Um Desenho Novo Todo Dia agora estão disponíveis em camisetas lindíssimas. Dá só uma olhada:

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Felicidade

Dei bom dia a um estranho e ele me respondeu sorrindo. Fiz o caminho mais longo até a estação de trem e o vento era fresco nas ruas por onde andei. Vi meu reflexo numa poça d’água e não me odiei.

Voltando pra casa no metrô, encontrei uma velha amiga. Conversamos sobre o tempo em que nada
nos aborrecia: sons, cores, cheiros, qualquer coisa trazia um novo velho sorriso.

Ouvi minha banda favorita no rádio da padaria, mais gente sorrindo mesmo com o céu ficando cinza.

Tomei o café da tarde com a minha mãe: coisa que há tempos não fazia.

Ser feliz é muito mais fácil do que todo mundo diz.