Por onde andei em: Setembro/2018

O mundo acabando lá fora e ninguém tem ideia do que tá acontecendo? É verdade, mas em setembro eu ainda tava meio distante disso, então vem aqui pra ver as coisas legais que eu conheci nesse mês e quero compartilhar com vocês.

 

Assistindo…

Boku no Hero Academia Direto eu tô falando desse anime aqui, mas é porque esse é um dos animes atuais que mais me inspira. Tem todos os elementos dos shonen de sucesso mas brinca sempre com essas características pra fazer algo único e original. Além disso, as mensagens de esperança que tudo pode ficar bem que sempre aparecem ao longo dos episódios podem parecer meio bobas mas de algum jeito se conectam com algum lugar na minha mente que me faz realmente acreditar que o mundo pode ser diferente no meio do desespero. Essa terceira temporada que acabou recentemente deixa isso muito claro e sigo cada vez mais envolvido no mundo dessa história.

Caverna do Caruso Fernando Caruso é um cara conhecidíssimo por causa do seu trabalho na televisão e se você é um nerd na internet já esbarrou com alguma coisa dele por aí. Tenho me divertido horrores com o quadro 3 elementos que ele tem no youtube, a dinâmica entre eles e as pautas que sempre partem de um tema nerd e descambam pra algo bizarro é sensacional.

Neon Genesis Evangelion – Um anime clássico que eu só assisti recentemente e pude entender um pouco o motivo de tanta gente recomendar. Você começa achando que é só um anime de ação e pouco a pouco vai sendo levado mais a fundo na mente confusa e depressiva do protagonista até o ponto em que aquele mundo de ameaças aliens, militarismo e robôs gigantes deixa de ter importância e só o que fica é o desespero e os questionamentos filosóficos num nível pessoal. Assisti de forma um pouco lenta pra absorver melhor o que acontecia e porque a bad batia forte em alguns momentos desse anime e pretendo voltar pra série no futuro e observar algumas coisas mais a fundo.

The Man Who Fell to Earth (1976) – Li o livro que inspirou esse filme há um tempo atrás e acho que já falei dele aqui. David Bowie definitivamente era um alien porque a atuação dele como protagonista nesse filme é super natural como se ele nem se esforçasse pra passar a estranheza que o personagem pedia. O filme é interessante por ser bastante fiel em termos de conteúdo à obra original mas também porque é super experimental pra passar de forma visual todo o desespero e solidão de um alienígena em uma missão na terra e que não pode voltar pra casa.

 

Lendo…

Fullmetal Alchemist (#20-#27) –  Hiromu Arakawa – Depois de alguns meses maratonando esse mangá, cheguei ao final da saga esse mês. Como não terminei de assistir o anime, muito do que aconteceu nessa reta final foi novidade pra mim e acho que isso só fez minha experiência com o mangá ser mais empolgante. É incrível a forma como a autora construiu a relação entre os personagens ao longo dos volumes e a maneira que eles escolhem pra enfrentar o dilema final faz total sentido dentro da personalidade de cada um. Foi doído dar adeus às aventuras de Ed e Al mas amei acompanhar os dois nessa jornada.

O Último Desejo – Andrzej Sapkowski – Nunca joguei The Witcher mas ouvi alguém comentando sobre a série de livros que inspirou os jogos num podcast e decidi ir atrás mesmo sem estar familiarizado com os games e me amarrei no universo criado. Somos apresentados ao  protagonista e aos aspectos da magia em forma de aventuras curtas nesse primeiro livro e aos poucos vamos entendendo as regras e mitologia desse mundo. O estilo da escrita é bastante veloz e empolgante e eu estou louco pra continuar a acompanhar Geralt nas missões dos próximos volumes.

On The Road – Jack Kerouac – Um desses clássicos que sempre ouvi falar mas nunca tinha chegado perto. Não me tocou tanto o espírito de aventura da juventude por eu já ser um velho cansado aos 24 anos e ficar pensando ” Jesus Cristo, quando é que esses caras vão tomar banho e tirar uma soneca?” Mas foi bacana acompanhar toda a adrenalina dessa jornada pelos EUA e ter esse retrato do que era a juventude rebelde dos anos 50 e lembrar um pouco das minhas próprias aventuras viajando no ano em que morei lá.

Ouvindo…

A New Kind Of Horror – Anaal Nathrakh – O Anaal Nathrakh tem como missão ser a “trilha sonora pro apocalipse” segundo eles mesmos, e eles estão super conseguindo chegar lá com A New Kind Of Horror. Tudo aqui é brutal, pesado e passa mesmo a sensação de que o mundo tá desabando, os momentos mais melódicos aparecem só pra reforçar o caos e o derramemento de sangue que é o fim do mundo.  Fazia tempo que um álbum de metal extremo não me animava tanto quanto esse.

Ninguém Vai Me Ouvir – Alaska – O som do Alaska tá cada vez menos pesado em comparação aos primeiros registros e isso de forma alguma é algo ruim e sim um sinal de que eles amadureceram a estética o suficiente pra passar as mesmas sensações pesadas sem fazer isso de forma literal no instrumental. Esse álbum traz bastante das sensações de dor e confusão que é olhar pra dentro de si mesmo e ver que está quebrado por dentro, toda a angústia de tentar se entender num mundo que faz cada vez menos sentido. Todo esse conflito é expresso nas letras cheias de poesia e nos instrumentais que contam a história tanto quanto as palavras.

All American Made – Margo Price – Conheci a Margo Price meio que por acaso entre cliques na internet e me surpreendi com uma voz arrebatadora e capaz de movimentar multidões. All American Made usa da sonoridade mais americana que existe, o country, pra cantar a desesperança de viver nos Estados Unidos atuais. Transitando entre a potência e a intimidade ela relata de forma única sua experiência ao viver do lado mais rural e quebrado desse país.

Infection Of A Different Kind – Step 1 -Aurora – O que eu mais gosto do trabalho da Aurora é que ela criou um mundo mágico que às vezes é lindo, às vezes é sinistro, mas é totalmente dela e vive ali através de seu som e nesse álbum continuamos a conhecer um pouco mais desse mundinho. Cada faixa desse álbum curtinho tem uma história própria e desperta diversas emoções com uma intensidade absurda.

Acessando…

A Ana Koehler escreveu um texto muito bacana mostrando a evolução do estilo dela ao longo do tempo e como o hábito de testar várias coisas diferentes a ajudou nesse processo. Vai lá ler.

A newsletter da lindona da Ariane(a.k.a @lovemaltine) teve uma edição sobre Sierra Burgess e a noção de representatividade no mínimo zoada que aparece nesse filme.

O pessoal do mimimidias fez um vídeo interessantíssimo explicando o conceito de shitpost e como isso se relaciona com a estranheza dos nossos tempos e tem raízes no dadaísmo.

O Asian Kung-Fu Generation é uma das minhas bandas favoritas de j-rock  e eles lançaram um clipe que é ao mesmo tempo super simples e expressivo pro single “Boys & Girls”. Assiste lá e vem cantar japonês errado comigo.

Li dois textos muito bacanas sobre viver no presente, um da Dai Castro, do Colorindo Nuvens e outro da Rebecca, do From Roses, cada um do seu modo fala sobre se manter focado no que você pode controlar e enxergar o lado bom disso pra não ser engolido pela preocupação.


E isso foi tudo que rolou de legal em setembro. Diz aí,  por onde vocês andaram nesse mês?

Abraços e até um próximo post!

 

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