Por onde andei em: maio/2017

Maio foi um mês bem doido de correria com trabalho da faculdade, comissions de ilustração e ainda dar conta de colocar minhas séries em dia. Então vou nem enrolar muito e contar pra vocês o que nesse mês eu andei:

Assistindo…

Buffy, a Caça-Vampiros – Eu sei que não tem nem dois meses que eu falei de Buffy aqui mas vou falar de novo. Essa série é incrível e cada vez me surpreendo mais como, no final dos anos 90, conseguiram fazer uma série com representatividade feminina tão forte e tratando diversas questões que hoje em dia ainda são tabu com uma naturalidade e profundidade incríveis como a homossexualidade e a morte de alguém da família. Amei a quinta temporada e tô bem triste que só faltam mais duas temporadas pra acabar a série. Ainda bem que existe o universo expandido pra eu continuar vivendo no mundo de Buffy quando eu acabar.

Doctor Who – Outra figurinha mais que repetida aqui nesse blog, Doctor Who voltou esse ano depois de um ano sem dar as caras e, de longe, essa é a melhor temporada do meu querido Capaldão como o Doutor e uma das que melhor manteve a pegada do começo até o presente momento. Os novos companions Bill e Nardole são incríveis e estão funcionando muito bem junto ao Doutor na dinâmica dos episódios.

Unbreakable Kimmy Schmidt – A maior coleção de personagens carismáticos em uma série atual voltou pra uma terceira temporada divertidíssima. Através de muito nonsense no humor a série passeia por diversas problemáticas da atualidade como gentrificação, lugar da mulher, relacionamentos abusivos e representatividade de uma forma que você nem sente que esses temas estão ali enquanto você rola de rir.

Lendo…  

A Amiga Genial, Elena Ferrante – Quem me segue no twitter deve ter cansado de me ouvir falar desse livro enquanto o lia. Fazia tempo que não me empolgava tanto com uma história. A amizade das duas protagonistas é algo lindo de se ler e o pano de fundo nos subúrbios de Nápoles me lembra muito minha rua aqui em Mesquita com todos os barracos, violência e vida que só um lugar pobre tem. Recomendo demais a leitura.

101 Things I Learned in Architecture School, Matthew Frederick – Li esse  livro no começo da faculdade e decidi revisitá-lo agora que estou perto de me formar. Engraçado como algumas coisas dentro da arquitetura que eu aprendi nesse livro se tornaram óbvias e rotineiras pra mim, enquanto eu fui reapresentado a outros conceitos que havia esquecido.

Ouvindo…  

Grace, Jeff Buckley – O melhor jeito de curtir uma bad e um desgraçamento mental de leve enquanto ouve uns solos de guitarra matadores. Incrível perceber como esse álbum influenciou muito do rock alternativo e até do metal que veio depois dele.

Harry Styles, Harry Styles – Todo mundo já falou desse álbum então não vou me alongar muito, mas esse álbum com certeza vai estar nos top 10 de todos os veículos de música desse ano, pode me cobrar depois. As letras são algo que todo mundo na casa dos vinte e poucos nesse mundo maluco pode se identificar e os arranjos são simples mas muito bem feitos. Ouça com um bom fone de ouvido e preste atenção às linhas de piano e baixo que estão incrivelmente bem executadas.

Apocalipsis Zombi, El Cuarteto de Nos – O Cuarteto é uma das minhas bandas favoritas da vida, os arranjos meio indie, meio ska e ainda assim bem latinos combinados às letras cheias de ironia e niilismo de Roberto Musso são uma combinação perfeita. E essa estrutura continua dando certo em Apocalipsis Zombi,  colocando sempre um pouco de esperança na vida no meio do desespero que envolve a mitologia lírica da banda.

American Dinosaur, American Dinosaur  – Não sei muito o que falar dessa banda mas me lembra muito o rock que eu ouvia quando era mais novo então dá aquela nostalgia gostosa de uns tempos mais simples. E os caras tocam pra caramba também.

Rogério, Supercombo – Não se deixe enganar pelo estereótipo de bandas que participam de reality shows de música: o Supercombo não é uma dessas bandas meia boca, talvez por isso não tenha vencido o programa de que participaram. Rogério é um passeio pelo lado escuro que toda pessoa tem e diz que negá-lo nem sempre dá certo. Além das letras, os instrumentais tão on point em todas as faixas e tem participações especialíssimas de Mauro Henrique, Gustavo Bertoni, Lucas Silveira e mais uma galera muito boa.

Musas, Natalia Lafourcade – Clássicos da música latina e canções inéditas se misturam no mais recente registro da artista mexicana. Um disco com um cuidado incrível de produção e muito bonito de se ouvir. Em breve tem resenha completa dele que eu fiz pro You! Me! Dancing!

Acessando…

Cinemascope – um canal pra quem quer entender mais de cinema. Todos os vídeos são feitos com muito cuidado e pesquisa e eles abordam a produção de diversas épocas e países, apresentando uma visão além do mainstream da sétima arte. Conheça aqui.

The Cookie Collector – meu canal de música favorito no youtube. Os caras falam bastante de música alternativa e a edição é sempre muito bem humorada. Conheça aqui.

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Ufa! Acho que acabei. E vocês, por onde andaram no mês de maio? Contem pra mim nos comentários ou no twitter. Abraços e até a próxima!

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