O Arnold Schwarzenegger do Japeri

Dia desses estava eu voltando pra casa quando, pra variar, vi algo inusitado  no trem.

Entro no trem com destino a Japeri e, surpreendentemente, consigo achar lugar para me sentar. Sento e, despretensiosamente, olho pro lado e vejo algo fora do comum: um cara do porte físico do Arnold Schwarzenegger está sentado do meu lado. Um brucutu de uns dois metros de altura, com uma tatuagem de pergaminho chinês no braço e cara de “não respira do meu lado senão te parto ao meio.”

tipo isso aí

  Beleza. Pego meu livro do Asimov e começo a lê-lo, respirando o mais baixo possível para não despertar um possível ataque de fúria do grandalhão. Estava tudo bem até que o telefone do cara toca. Num lampejo de cinco milissegundos  imagino quem será que está telefonando para o Schwarza: seria a máfia solicitando os serviços do monstrengo? seriam traficantes a seu mando perguntando quem matariam no dia seguinte? seria o Vin Diesel pedindo dicas de como esmagar cabeças? Essa onda de pensamentos é interrompida por um homossexual grito:

– JORGINHOOOOOO! É claaaaaaaaaaaaaro que eu vou no Queimadão amanhã! Pode me esperar. Beijo!

Olho pro lado e quem deu o gritinho? Sim leitores, ele mesmo: O Schwarzeneger do Japeri, o cara que me faria atravessar a rua se estivesse na mesma calçada que eu.

My face when…

(nota de tradução rápida: “Queimadão” é um baile funk que acontece em Queimados. #AprendiNoTrem )

 E não fui só eu que me assustei. O trem inteiro fez um minuto de silêncio espantado com a situação.

E o mais bisonho não é isso. Depois que o monstrengo termina de agendar seu baile funk com as amizades, vejo algo mais estarrecedor ainda. Quando ele vai guardar seu celular na mochila, percebo que suas unhas estão de francesinhas.

Imagina um cara gigante com as unhas decoradas desse jeito…

 FRANCESINHAS? FRANCESINHAS?! Cara foi  bizarro. De verdade. Enquanto tentava entender essa tempestade de informações aparentemente desconexas que aconteceu em apenas alguns minutos, vejo o monstrengo levantando e abrindo o mar de gente que é o trem ao melhor estilo Moisés.

Só sendo um brucutu de dois metros pra fazer as pessoas abrirem passagem pra você dentro do trem.

O cara desceu na estação Anchieta, a estação das rimas indecentes.

Fiquei em estado de choque até sair do trem. Você deve estar se perguntando: “Você não teve um ataque de riso quando viu as mãos do cara?”

Respondo com esse vídeo:

Tive  uma vontade brutal de rolar de rir no chão do trem, mas me controlei como se minha vida dependesse disso. Se esses magrelos brigam desse jeito, imagina um cara do tamanho do Schwarzeneger. Jamais me atreveria a desafiar a ira de um homossexual sob nenhuma circunstância.

Para concluir essa análise antropo-sociológica sobre o fato transcorrido no trem: deixo pra vocês uma pergunta: já repararam como todo cara gay tem um amigo chamado Jorge?

(nota do autor: este não é um texto homofóbico.)
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