Sobre o hamster morto

Como prometi ontem, 6/03/2011, domingo de carnaval, no meu twitter, vou contar uma triste anedota sobre um animal de estimação que tive e sobre como o perdi de uma forma inusitada e cruel.

Pois bem, quando eu era apenas um brotinho, lá pros meus 9 ou 10 anos de idade, tinha um bicho de estimação como quase toda criança nessa faixa etária. Era um hamster, meu inseparável companheiro de aventuras no não muito grande quintal da minha casa e na casa da minha bisavó. O nome dele? Ham-ham Stuart, por causa dos dois ratos que eu curtia na época: Hamtaro e Stuart Little e pra evitar descrições físicas do pequeno roedor, fiz uma montagem pra vocês imaginarem como ele era.

Meu hamster era tipo uma fusão desses dois ratos aí

 

Não sei como ganhei o bichinho, provavelmente devo ter perturbado muito a coitada da minha mãe devido ao meu vício no tal anime do rato (que tem uma música de abertura que hoje em dia acho insuportável) e ela deve ter cedido à pressão. Enfim, depois de alguns meses com meu parceiro de aventuras (gay é esse cara), meu pai (guarde bem esse personagem, ele fará algo importante mais à frente) fez uma coisa que sempre faz quando não gosta de algo: inventou um motivo para reclamar até nossos ouvidos se cansarem. O motivo escolhido foi um suposto cheiro extremamente desagradável do meu hamster, o que eu supus ser um exagero já que, na época, limpava a gaiola regularmente e um pequeno roedor não pode cheirar tão mal a ponto de tornar sua presença insuportável. Enfim, passaram-se dias e dias e, sempre que meu pai se lembrava, reclamava do fedor do bichinho. Você deve estar se perguntando: “Mas por que diabos você não deu banho no bicho já que ele estava fedendo?” Bem, na época vivíamos uma situação financeira não muito legal e tínhamos que estabelecer prioridades: ou era o pó para banho de hamster ou era a comida.

Esclarecimento triste feito, passaram-se dias e mais dias e meu pai reclamando do fedor do bichinho e eu, a essa altura já ignorando completamente, curtindo cada vez mais meu amiguinho peludo (novamente, gay é esse cara). Até que, certo dia, fui à explicadora, como sempre fazia nas manhãs da época,, retornando à minha casa deparo com uma cena, no mínimo, curiosa: a gaiola do meu hamster pendurada no varal e meu animalzinho deitado numa pose como se estivesse tomando sol de costas (nota: isso aconteceu perto do meio-dia num dia de verão). Eu, inocente como era, pensei: “Dormiu tomando banho de sol, aquele lindo! Olha que bonitinho ele deitado nesse sol beirando os quarenta graus nessa gaiola metálica! *o*” Tirei a gaiola, balancei-a para a direita e o hamster, inerte, acompanhou o movimento da gaiola, balancei-a para a esquerda e o animal foi, deslizando, para o outro extremo da gaiola. Como todo pirralho de nove anos de idade, chamei minha mãe quando percebi que havia algo errado, ela havia acabado de chegar da rua e não sabia o que poderia ter acontecido e, ela como toda boa mulher casada, chamou o marido quando percebeu que havia algo errado. Meu pai aparece, caminhando calmamente, e pergunta, como quem não quer nada:

-“Que foi?

Minha mãe responde com outra pergunta:

-“Você sabe o que aconteceu com o hamster do Diego?

Ele responde: “Ah é dei um banho naquele bicho fedido e coloquei pra secar, já tá seco?

Minha mãe: “Acho que ele tá morto

Dá pra imaginar minha cara, quando ouvi isso né?

Foi mais ou menos assim

Depois assim

 

Presta atenção no que aconteceu: meu pai deu banho de água quente no chuveiro no hamster e depois o colocou no sol para secar. Não preciso nem dizer que traumatizei. Depois disso, nunca mais me apeguei a nenhum animal de estimação temendo um possível fim trágico pelas mãos do meu pai.

 

R.I.P. Ham-Ham Stuart

[EXTRA] Enquanto preparava esse post,  perguntei a alguns amigos se eles tinham alguma história sobre fins trágicos de hamsters e recebi duas histórias muito interessantes.

A primeira é da autora do Incomplete Paradise, que me contou em um tweet que uma amiga dela matou seu próprio hamster dormindo em cima dele.  [Troféu joinha pra ela (y)]

A segunda veio de uma amiga cefetiana e pedrossegundense e é muito mais trágica. Aconteceu com o namorado dela que tinha um casal de hamsters. O macho matou a fêmea cruelmente arrancando a pele de seu rosto e, quando ele chegou ao lugar, ele estava segurando o olho da companheira. Não bastasse isso para a história ser trágica, o pai do dono do hamster, revoltado com a atitude cruel do macho, pegou o bichinho e arremessou-o pela janela. Isso mesmo, o hamster foi defenestrado.

Depois disso percebi que o assassinato do meu animalzinho não foi nada perto desse.

Espero ter entretido vocês com essa anedota baseada em fatos reais. Achou esse texto inútil? É do Green Peace e querr prender meu pai?(Oh, wait!) Tem alguma história sobre animais mortos de formas inusitadas? Conta aí nos comentários! 🙂

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