Quinze anos: exagero, metafísica, e mutabilidade

Ah ! Os quinze anos e a sua infinidade. Que idade mágica é essa em que tudo parece maior, exagerado. Pequenos lugares tornam-se mundos. Um simples gesto pode destruir mundos. Um único sorriso pode tornar-se o começo de uma paixão. Uma única palavra pode significar o começo ou o fim de muitas coisas. Minutos tornam-se horas. Horas, tornam-se dias. Dias tornam-se séculos…

Não tenho explicação para isso. Não conheço ninguém que tenha, talvez nem a ciência explique com exatidão ou talvez coloque a culpa nos hormônios, como fazem para explicar o que não entendem sobre essa fase. Hormônios, para a ciência, explicam muita coisa mas , para mim, nessa idade, não fazem o menor sentido.  Talvez, quando envelhecer, aceitarei a explicação, como todos crescem e tornam-se passivos, apenas aceitando. Mas, por enquanto, não. Não acredito nessa história de hormônios explicando o que é metafíciso, como a mente de um jovem aos seus quinze anos. Aos quinze anos ainda acredito em sentimentos, o comando do coração ultrapassando o do cérebro, e, se você, que está nessa idade ou já passou, disser que não é assim, terei que discordar. Por mais racional que você tente ser nessa idade, sempre haverá um momento em que você agirá somente de acordo com as emoções. E isso, aos quinze anos, é mais freqüente do que se possa imaginar. Quem nessa idade nunca explodiu de raiva ou de alegria por algum motivo aparentemente banal? Quem nunca sentiu-se incrivelmente alegre ou triste sem motivo aparente? (Não, isso não é coisa de mulherzinha, todo mundo, em qualquer idade, pelo menos uma vez na vida, já se sentiu assim)

Vivem intensamente, sonham intensamente, amam intensamente, enfim, são intensamente. E o ser aqui não é apenas existir e sim ter realmente uma essência. Indefinida, inconstante, indecisa é  essa essência, mas nunca inerte. Sempre ativa, mudando, transformando-se, buscando uma forma, um sentido, qualquer que seja ele. Tal é a “hiperatividade” da essência dos quinze anos que, quase sempre, nos referimos a ela com verbos no gerúndio, indicando o processo sempre em andamento de sua metamorfose constante.

Assim foi, assim é, e assim será a essência dos quinze anos em toda a sua amplidão, exagero e  mutabilidade. E, se você não entendeu, é porque já não vive a essência dos quinze anos.

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2 comentários sobre “Quinze anos: exagero, metafísica, e mutabilidade

  1. Jacque disse:

    Sim, eu entendo. Mas, agora, eu vivo a essência dos 16. HUAHUAHUA.
    E aviso: a única diferença é a intensidade. Pelo menos pra mim, ela é maior.
    Muito bom o texto, bem filosófico também!

  2. acquarello disse:

    Adorei o texto! 15 anos FTW!
    Tô triste com a chegada dos 16… Quero fazer 15 de novo 😦
    HAHAHA
    Muito bom mesmo 🙂
    E a parte do autor aqui do lado tmb tá uma fofura ->
    x)

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